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    Campeando, um rastro de glória, vem o sovado de pealo
    Erguendo, a poeira da história, nas patas do meu cavalo
    O índio, que vive em mim, bate um tambor no meu peito
    O negro, também assim, tempera e adoça o meu jeito
    Com laço, e com boleadeira, com garrucha, e com facão
    Desenhei, pátria e fronteira, pago querência e nação

    (Eu sei que não vou morrer
    Por que de mim vai ficar
    O mundo que eu construí
    O meu Rio Grande o meu lar
    Campeando as próprias origens
    Qualquer guri vai achar)

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    Sou a gaita corcoveando, nas mãos do velho gaiteiro
    Dizendo por onde ando, que sou gaúcho e campeiro
    Eu sou o moço que canta, o pago em cada canção
    E traz na própria garganta, o eco do seu violão
    Sou o guri pelo duro, campeando um mundo de amor
    E me vou rumo o futuro, tendo no peito um tambor

    Información de la canción

    Composición: Euclides Fagundes Filho y Antonio Augusto Fagundes

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