Depressa
Rodrigo Apolinario
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Apressa, depressa!
Vem surgindo uma nova estação
Me leve, de leve, sozinha
Encontre o segredo guardado num coração
Nascente o que sentes
Deságua no rio da razão
Num encontro perdido, parado, sozinho, sonhar
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Apressa, depressa!
Que esse amor já não pode esperar
Se entregue, sofrendo, calada, ferida
Nos braços a te aliviar
Vai dizer que eu não sei mais
É encontrá-la a beira da loucura
Sem vontade, desejo e paixão
Vai dizer que eu não mereço
É respirar pensando em te querer
Tenha pressa, não vá se esquecer