Axis Mundi

Rodrigo Raposa

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    É samba de dar em doido
    É nó na madeira
    Laranjeiras levantou poeira
    Renasce valente a Imperiais
    A imortal dos Carnavais

    O infinito se parte em luz
    Raiou a primeira aurora
    Eu criação ancestral
    Estendo meus galhos mirando o infinito
    Iroko o trono de Oxalá, de Logunan
    Avatar do próprio tempo
    Fruto do conhecimento
    Que condenou o paraíso
    Vi o indio bailando aos meus pés
    Ouvi o saber dos pajés
    Minhas copas tocando o céu
    Eis meu papel, o eixo dos mundos!

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    Em mim navega a ambição em caravelas
    Em direção ao mundo de esplendor
    Vi a nobreza que enriquece a casa grande
    E o sofrimento dos irmãos da cor

    No encontro do selvagem e do erudito
    Fui o palco verdejante de emoção
    Limite entre os planos
    Em troncos e ramos me fiz inspiração
    Soam tambores, guitarras, violinos
    Zabumba que enfeita a sequitude do sertão
    Aos pés da jaqueira mais bela
    O samba floresce em canção
    Batuqueiro eh! Vai batucar!
    Seu fruto hoje ganha a avenida
    E eu rainha que renasce a cada festival
    Visto a coroa de um Império imortal
    Razão da minha vida!

    Información de la canción

    Composición: Rodrigo Raposa

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