Lobo Homem

Rodrigo Zanc

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Alguém apague a lua cheia pôr favor é o que peço.
O luar me incomoda.
Entristece a minha prosa,
Por todo canto eu lamento.

A lua é dos namorados mas agora estou casado;
Casado com a tristeza.
Em um laço reforçado
Dei um nó que não desata,
Estou pego na cilada
De amar quem não me ama.

Tudo poderia ter acontecido, menos isso, menos isso...
Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai. Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô. ô, ô. Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô.
Ô, ô, ô, ô, ô...

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Ai, eu não posso olhar pro céu quando a noite se aproxima
Me escondo sob o chapéu,
Minha cabeça declina,
Os olhos seguem os pés.
Os pés seguem as esquinas,
Sei o que é ser lobo-homem.

Tenho olhos de homem e a boca de lobo.
Tenho duas pernas finas,
Mas tenho garras de lobo.
Meu cabelo é de homem,
E os pêlos que me envolvem,
Revelam a triste sina,
Do lobo que me domina.

E enquanto o homem envelhece, agarrado numa prece, o lobo fica mais novo...
Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai. Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô. ô, ô. Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô.
Ô, ô, ô, ô, ô...
Tudo poderia ter acontecido...

Información de la canción

Composición: Rodrigo Zanc e Isaias Andrade

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