Portão trancado, muralha de pedra
O rei de Jericó dormia em paz
Guardas no muro, arqueiros na torre
Ninguém entra, ninguém sai
Mas do deserto veio um povo estranho
Sem armadura, sem batalhão
Descalços, com uma arca nos ombros
E uma trombeta em cada mão
Primeira volta, o silêncio assustou
Nenhuma flecha, nenhuma voz
Segunda volta, o rei ficou de pé
Terceira, o trono tremeu
Por que não atacam? Por que não gritam?
O que esse povo quer de nós?
Quarta, quinta, sexta volta
E o medo já era mais que a muralha
O general dessa guerra não usa espada
O exército marcha, mas não mata ninguém
A arma é a fé, a ordem é do céu
E o céu nunca perdeu
Muralhas vão cair!
Não foi espada que derrubou!
Muralhas vão cair!
Foi o grito de quem Deus mandou!
Sete dias, sete voltas
Sete trombetas, um só Deus!
Jericó ouviu o som
E o chão engoliu o que era seu!
Sétimo dia, Sol nasceu diferente
O ar pesou, o céu fechou
Josué olhou pro povo e disse
Hoje é o dia, Deus falou
Uma volta, duas, três
O suor escorria, o coração batia
Quatro, cinco, seis
O muro já trincava por dentro
Sétima volta
Os sacerdotes levantaram as trombetas
O som cortou o deserto inteiro
E Josué gritou uma única ordem
Grita! Porque o senhor vos entregou a cidade!
Muralhas vão cair!
Não foi espada que derrubou!
Muralhas vão cair!
Foi o grito de quem Deus mandou!
A pedra que o homem levantou
A boca de Deus derrubou!
A guerra que ninguém entendeu
O céu venceu! O céu venceu!
Não foi pela espada, nem pela lança
Mas pelo nome do senhor dos exércitos