Chico Mulato
Rolando Boldrin
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Tono:
[Primera Parte]E7 A Na vorta daquela estradaE7 Em frente aquela encruziadaA Todo ano a gente viaE7 Lá no meio do terreiroA A imagem do padroeiroE7 São João da FreguesiaA Do lado tinha a fogueiraE7 Im redó a noite inteiraA Tinha cabôco violêroE7 E uma tar de Terezinha Cabôca bem bunitinhaA Sambava nesse terrêroE7 A Era noite de São JoãoE7 Tava tudo no serão Tava Ramão, o cantadôA Quando foi de madrugadaE7 Saiu com Tereza pra estradaA Tarvez, confessar seu amorE7 A Chico Mulato era o festêroE7 Cabôco bão, violêroA Sentiu frio seu coraçãoContinúa después del anuncioE7 Rancou da cinta o punháA E foi os dois encontráE7 Era o rivá, seu irmãoA Hoje na vorta da estradaE7 Im frente àquela encruziadaA Ficou tão triste o sertãoE7 Pru morde de TerezinhaA Essa tár de caboquinhaE7 Nunca mais teve São João [Segunda Parte]A E Tapera de beira da estradaA Que vive assim descobertaD E Por dentro não tem mais nadaA Por isso ficou desertaE Morava Chico MulatoA O maió dos cantadôD E Mas quando Chico foi emboraA Na vila ninguém mais sambouD E Morava Chico MulatoA O maió dos cantadô [Tercera Parte]A E A causa dessa tristezaA Sabida em todo lugarD E Foi a cabocla TerezaA Com outro ela foi morarE E o Chico, acabrunhadoA Largou então de cantarD E Vivia triste e caladoA Querendo só se matarD E E o Chico, acabrunhadoA Largou então de cantar [Cuarta Parte]A E Emagrecendo o coitadoA Foi indo inté se acabáD E Chorando tanta sôdadeA De quem num quis mais voltáE E todo mundo choravaA A morte do cantadôD E Não tem batuque nem sambaA Sertão inteiro chorouD E E todo mundo choravaA A morte do cantadô