A Ópera Dos Malandros

Ronaldo Yllê

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    Chapéu panamá, terno de cambraia
    Um bom malandro tem que ser salgueiro
    Guia no peito, rei na boemia
    Tem água de cheiro perfumando a academia

    Sou eu, assim sou eu
    Malandro nessa ópera de rua
    Caminho protegido pela Lua
    Canta salgueiro que esse mundo é meu
    Do morro aos nobres salões
    Sagaz, eu risco chão em qualquer praça
    Com a graça de um barão da ralé
    Quem é de boa noite vem pra roda
    Me desculpem as senhoras
    Malandro é malandro, mané é mané

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    Carteado, capoeira, cabaré sou eu
    Na ginga do corpo não vai me ganhar
    O amor me chama conquisto a dama
    Se a sorte vira, boto a gira pra girar

    Poeta das mesas de bar
    Filosofia de luta e de paz
    Corpo fechado, mente aberta
    O malandro enverga mas não quebra
    E mesmo se o dia quiser despertar
    Malandragem não vou apagar, sair de cena
    Vivo nas esquinas e calçadas
    Na força da fé e do patuá

    Alma carioca salgueirense
    Esse poema vai eternizar

    Song details

    Composition: Fabão, Victor Soares, Sérgio Many, Marcio Timbuca, Du Chagas, and Ricardo Rossi

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