O Pôr(quê) do Sol

Sabrynna Brandão

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    Porque meu bem eu sou o Sol
    Nem você, nem ninguém
    Há de me parar
    Não nasci pra ser um preso rouxinol
    Eu sou livre a cantar como o Sabiá

    O Sul, o Oeste
    O Nordeste é meu lar doce lar
    O Norte no Leste
    Não é, nunca foi, nem será o meu lugar
    E ninguém muito menos você
    Me faria ficar

    Vê se cresce, e não aparece
    Me esqueça e desapareça pra lá
    Para alguns eu vou nascer
    Para outros morrer
    Não adianta tentar me segurar
    Que eu não paro em um lugar só
    Eu venho e vou onde eu bem entender
    E esses laços que a gente parecia ter
    Não passavam mesmo de um monte de nó

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    Por quê? Meu bem eu sou o Sol
    Nem você nem ninguém
    Vai meu brilho ofuscar
    Sereia demais pro teu fiasco de anzol
    Eu sou bicho revolto que rasga tua rede
    E volta mais forte pras ondas do mar

    O Sul, o Oeste
    O Nordeste é meu lar doce lar
    O Norte no Leste
    Não é, nunca foi, nem será
    O meu lugar
    E eu jamais ficaria por você
    Nem que o mundo houvesse de acabar

    Então nego, vê se
    Supera
    Agora já era, não hei de voltar
    Eu te queimo e faço inté suas 'vistas escurecer'
    Mas não abro mão, eu não abro mão
    Do meu raiar

    Você pode tentar inté me corromper
    Mas sou Sol, não Saci-Pererê
    Sua peneira miúda não vai me tapar
    Pobre coitado
    Pobre e coitado
    Não lhe bastou a vergonha de acreditar
    Na vã profecia d'um dia eu voltar só
    Pra ficar pra sempre ao seu lado?
    Pobre e coitado
    Pobre coitado
    Ainda por cima tentou me macular
    Mas quem mexe comigo está fadado à terminar
    Completamente queimado

    Porque meu bem eu sou o Sol
    Nem você nem ninguém
    Há de me parar
    Não nasci pra ser um preso Rouxinol
    Meu destino é cantar livre como o Sabiá

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