Salgueiro 2025 - Marcelo Motta

Samba Concorrente

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    Porteira aberta, vela acesa e cachaça
    Brasa ardente faz fumaça, arde feito pimenteiro
    Ê mojubá, larô, seu Marabô!
    Preto velho desce o morro
    Fecha o corpo do Salgueiro
    Entoa ponto ao meu padroeiro
    Xangô, meu pai, amarra o inimigo e dá um nó
    Desata qualquer feitiço da pontinha do cipó
    Já fui Muzenza, risquei meu ponto na pemba
    Arriei oferenda, mandinga de malinquê
    Carrego búzio, prego, moeda e osso
    Cruzei meu axé no pescoço, moço
    Nem tenta que sou do dendê

    Quando moreno taca fogo na cabaça
    O sertão fica pequeno pra tinhoso na garrafa
    O bicho é brabo, tem um trato com o diabo
    Coisa feita não lhe alcança nem tocaia no cangaço

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    Meu catimbó, catimbó, catimbozeiro
    Meu catimbó, catimbó pra defumar
    Guardei a chave da entranha desse mato
    E tranquei o cadeado na jurema, juremá
    São sete dias no roncó, são sete ervas pra banhar
    A quarta-feira é dia de xirê
    Na Silva Teles, cazuá, reassentei meu orixá
    Pra retomar o tempo de vencer!

    Corre gira, corre tempo, corre até não poder mais
    Mas um dia tu me paga nas voltas que o mundo faz
    Ô seu zé, seja sempre a minha escolta
    Se alguém me fez maldade que o senhor mande de volta

    Vou de corpo fechado, peito aberto, sem medo
    Bate de frente pra ver, não ando só!
    Não tenho dó de quem afronta meu terreiro
    Quem não pode com macumba não se mete com o Salgueiro

    Información de la canción

    Composición: Marcelo Motta, Thiago Daniel, Kadu Gomes, Julio Alves, Fadico, Alex Oliveira, Rafa Hecht, Clairton Fonseca y Daniel Paixão

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