Vila Isabel 2025 - André Diniz

Samba Concorrente

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    Deixa a luz da avenida apagar
    Que a vila faz tremer assombração
    A baiana rezadeira
    Já benzeu minha bandeira
    E meu samba tem feitio de oração
    Três apitos anunciam a partida do trem
    Quem vem na estação do Boulevard?
    Se a noite é sombria, a Lua alumia
    O homem vira lobo, delírio do Anhangá?
    Um rastro de uma serpente
    Incandescente, fascinante boitatá!
    Curupira é da mata o protetor
    Ventania! O saci rodopiou

    Quando iara cantou na beira do ribeirão
    Nem dei ouvidos, vou seguindo a marcação
    Oh sereia, me perdoa! Tua água é garoa
    Só o brilho da coroa seduziu meu coração

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    Yacuruna não quer ir embora
    De cabeça virada, nem vê
    Que não há caboclo ou gaiola
    Nem alma penada vai me deter
    Ouvi o conde drácula regendo meus taróis
    E no pulsar do sangue azul que habita em nós
    Contamos sem medo, segredos da infância, se vão pesadelos
    O morro e o asfalto duas vezes na estação
    Vejo a Cuca remexer no caldeirão
    Cuidado! O povo do samba é teu bicho papão

    Já passou da meia noite, no terror da madrugada
    A bruxa tá solta, se entregou à batucada
    Um assombro de alegria nesse baile imortal
    Minha Vila, nosso amor é sobrenatural

    Información de la canción

    Composición: André Diniz, Thales Nunes, Orlando Ambrosio, Gustavo Clarão, Gustavinho Oliveira y Arlindinho

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