Viradouro 2025 - André Paes e Cia

Samba Concorrente

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    Sobô nirê, sobô nirê mafá
    Sobô nirê mafá, sobô nirê
    Eu arriei na falange Viradouro
    Com o meu gibão de couro
    Respeita Malunguinho
    Vai tremer se cruzar o meu caminho

    Vim tacar fogo no Brasil

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    Sou o sagrado e o profano
    Derradeiro malungo, pavor dos tiranos
    Avesso da história oficial, herói apagado
    Fumaça no peito que ardeu rebelado
    Fogo alastrado no canavial
    Chave que abre a senzala
    Mocambo na beira da vala
    Corredor trilhado no sertão profundo
    Motim na proteção dos encantados
    Liberdade para escravizados
    Hoje mensageiro de três mundos

    Virei caboclo na mata do catucá
    Me forjei na pajelança, na magia do cocar
    O herdeiro da semente que estala maracá
    Virei caboclo, não mexe comigo
    Não enfrentei meus inimigos com preaca e facão
    Dos estrepes do caminho livrei os meus irmãos

    A rama soprada no vento
    Cachimbo que cura, o vinho na cuia
    O corpo do aflito fechei, triunfei, triunfá
    Sou juremeiro tinhoso ô
    Catimbozeiro afamado laiá
    Das sete cidades bom mestre
    Na sagrada jurema assentado
    Exu-trunqueiro, sete pontas guardião
    Estandarte no cruzeiro, a calunga em procissão
    Na encruza da avenida, um ligeiro alujá
    É o povo coroado de xangô a me chamar

    Información de la canción

    Composición: Bernardo, André Paes, Gustavo Huber, Tchaca Arruda y Henrique e Soares.

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