No Pouco do Outro

Sandro Destro Lima

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    A sanha que ganha e sequestra meu ser
    Que sai de outro corpo e emana na cama
    Me prende, castiga, me faz fenecer
    Assanha a façanha que acende essa chama

    Desejos do corpo, não posso me opor
    Pois não sei viver como santo, enlutado
    No pouco do outro me encaixo onde for
    O resto vai indo mui bem, obrigado

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    Sujeito ao desejo que nasce onde for
    Sem obrigação de ter que indenizar
    Por perdas e danos em caso de amor
    Não há lei que puna o vício de amar

    Se me perguntar se eu tenho outro amor
    Respondo de pronto e não banco o rogado
    Amargo, eu sei, deve ser teu rancor
    Vivendo lembranças do nosso passado

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    Composition: Sandro Destro Lima

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