Sangue de Barro

Sangue de Barro

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    É barro sim, não é brincadeira
    É jeito, força e vida
    Raciocínio na moleira

    É barro sim, não é brincadeira
    É jeito, força e vida
    Raciocínio na moleira

    É barro sim, não é brincadeira
    É jeito, força e vida
    Raciocínio na moleira

    Olhos vermelhos correm até o horizonte
    Há quanto tempo que não chove?
    (Eu sei lá, já tem um monte!)
    A terra já tá rachada, sola do pé descascada
    E isso faz tua cabeça, mano véi, ficar virada

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    E essa dor é bem melhor a que se sente
    Se a cabeça corre o chão feito rastejo de serpente
    Se tu te entrega é que teu sangue não é quente
    O jeito é viver lutando, senão morre essa gente

    É barro sim, não é covardia
    Tenha cabelo na venta
    E se garanta a cada dia
    É barro sim, não é covardia
    Tenha cabelo na venta
    E se garanta a cada dia

    Sou um boneco de barro pensando e cantando
    De Caruaru pro mundo em um mundo
    Em um sonho acreditando
    Sou tão forte quanto a arte do Mestre Vitalino
    Que lá no Alto do Moura ainda brincou como menino

    Eu já peguei chuva de vento, foi num lombo dum jumento
    Já peguei insolação, nas caatingas do sertão
    Sou nordestino cabra macho, num abro nem pra boi de carro
    Porque em minhas veias corre o mais quente Sangue de Barro

    É quente, corrente e vivente
    Explode e incendeia igual cuspida de vulcão
    Isso é Sangue de Barro Caruaruense
    Que corre nas veias e irriga nosso coração

    É quente, corrente e vivente
    Explode e incendeia igual cuspida de vulcão
    Isso é Sangue de Barro Caruaruense
    Que corre nas veias e irriga nosso coração

    Song details

    Composition: Helder Isaac, Ivan Marcio, and Jose Gildo Dos Santos

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