Strada Mortem (part. Ynk Dubueiro)

SEMDÓ

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    Quem que me enviou, sente quem me invocou
    Bem que não me sinto, mal, vem me incitou
    Tristeza viciou, mas a mesma tristeza que me inspirou
    Então me tirou o demônio dissipou, depois me disse o que que fiz bom?

    Ódio e livros abertos, sangue espalhado na casa
    Ynk mago, papo reto, sua alma tá machucada, me passa
    Vingador de Lúcifer, Deus, nossa causa é justa
    Arcanjos negros na luta, nosso argumento na terra ninguém mais refuta
    São dias de muita surra

    Nossa existência é um presente
    E minha caixa veio com droga e cerrote
    Essa existência me agonia como se eu ligasse
    A furadeira na sua epiglote, engole, engole, engole
    Todo dia um empecilho eu já nem tô mais indeciso
    E eu ainda só faço isso pra deixar o meu livro escrito
    Depois que tiver morrido e ninguém vai ter lido

    E só os raros lerão, alma de inverno que ama o verão
    Todos os crânios se derreterão, eu continuo assim, beberrão

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    Eu me odeio pra sempre, só sabe odiar quem tem ódio próprio
    O resto é fraco, o itachi sabe, eu também concordo
    Minha vida é um livro fechado e quando se abre só tem conto gótico
    Goétia minha casa, caixão santuário, meu sonho é o óbito

    De frente pra um espelho cara a cara com o demônio
    Minha face derretendo a cada linha que componho
    Sentimentos de empatia se tornaram hediondo
    Trocando conhecimento a cada sombra que encontro

    Ay a chama não se apaga nem no pior vento que bate
    Ay sujos na sombra do mundo esperando o momento do ataque
    Mas a noite caiu e o seu Deus sumiu
    Eu me tonei mais vil e ninguém interviu
    Maldade definiu o que eu me tornei
    Lacaio de ninguém e o meu próprio rei

    Mas no final dessa estrada
    Vou ver todos seres gritando socorro
    Comendo uns aos outros, sangrando igual porco
    Mistura de sangue mesclado com lodo

    Deus, não quero seu perdão
    Eu não sou seu escravo, lacaios agindo igual ratos
    Te servem por medo do inferno ao lado
    Seguindo seus passos só pelo pecado

    Caminhando nesse vale escuro
    Vejo que a saída é um trinta e oito carregado na cabeça
    Bota em cima da mesa, já girando a roleta
    Sabendo que o final dessa cena vai ser mesma

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