Dramaturgia
Sergio Anil
- Am
- C
- C9
- D/F#
- Dm
- F
- F7M
- G
- G6
Continúa después del anuncio
Tono:
Am A criança continuava perambulando por aliF7M G6 Ora sorria e brincava, ora reclamava, choravaAm Ela acende a luz do quarto porque ainda tem medo do escuroF7M G6 Lais se incomoda com a menina,Am mas não interfere em nada Sabe que seu alicerce se rompeu muito cedoF7M G6 E por conta disso, ela se sente aleijadaAm Se identifica muito com a menina porque tambémF7M G6 Não teve modelos e nem referênciasDm F Se sentia um ET por se achar tãoC9 estranhaG E tão diferente das outras criançasDmF Lais se esquece um pouco daquelaC9 garotaG Quando de repente descobre cores eD/F# sonsAm Mergulha fundo nesse novo mundo E se percebe interessanteF G Também percebe que sua boca é bonitaAm A menina lhe chama, mas Lais não ouveF Porque se distrai também comG desenhos e ritmosAm Na sequencia grita, abre os braços e lhe pede coloF G Mas Lais nega pela primeira vezAm depois de muitos anosDm F Enquanto a criança esperneia, LaisC esboça um assovioG E percebe sua boca funcional eDm versátilF Já não chora mais com dó da meninaContinúa después del anuncioC G Nem de si mesma e aprende a sonharD/F# de verdadeAm A pequena berra em desesperoF Mas Lais a ignoraG Já não quer mais contemplarAm O abismo que ela lhe mostrou Aos poucos o desespero da menininhaF Vai se dissipandoG Am Assim como a melancolia de LaisDm F Ela engole o choro ao notar queC Lais agora cantaG Cantando, compreende a diferençaDm F Entre o complexo de inferioridadeC e a humildadeG D/F# E solta a voz, mesmo desafinandoAm Encontra seu calcanhar de AquilesF E o esconde como um atrizG Abusa do silêncio porque sabe que aAm boca Tem o poder de dar a vida e a morteF G Aprende a acalmar a criança assustadaAm Que agora já enfrenta o quarto escuro e cochilaF G Seus lábios antes submissos agoraAm querem beijarDm F Ansiosos, são mordidos numaC fissura inéditaG Porém suas ideias ainda atropelamDm suas açõesF Pobre de argumentos mas rica de sentimentosC G Inconscientemente imita a meninaD/F# Num movimento de abrir os braçosAm Pra recepcionar a população que almeja acolherF E insiste em querer decifrarG Universos que lhe tocam diariamenteAm E se antes não degustava as pequenas guloseimasF Que sempre estavam disponíveisG Agora quer experimentarAm Todos os sabores que a vida pode oferecerF G Questiona suas paixões porAm pessoas e coisasDm F Já não insiste tanto em querer darC O que não tem a quem não querG Como a criança não mais lhe torturaDm Lais se emancipa do soloF C E resolve abraçar o mundoG Exercita o perdão como quem bebe águaDm F Não economiza sua resiliênciaC D/F# E saliva até com o inacessívelAm Enxerga sua boca como uma artistaF multifacetadaG E com ela sorri, xinga, recitaAm Canta, beija, discursa, cospeF G Am Cospe finalmente na cara do medoF G Am A criança agora dorme em paz