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    O tear do abandono
    Teceu todo meu futuro
    Largos vazios sem muros
    Linhas tortas e sem dono
    Quando me pego em apuros
    Nem céus ou quartos escuros
    Podem perturbar meu sono

    Vi a peleja do tempo
    Namorar com a incerteza
    Viajei na correnteza
    Trazido nos pés do vento
    Se meu canto tem tristeza
    Deixo sempre uma vela acesa
    Pra espantar o esquecimento

    No ermo onde a sombra se esconde
    Finquei meu olhar no firmamento
    Eu venho de muito, muito
    Muito, muito longe... renascer

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    Deixei pra trás os meus montes
    Sem saber do meu destino
    Fui no breu do desatino
    Me banhar em outras fontes

    Feito riso de menino
    Que se agarra com o divino
    Pra atravessar a ponte

    Meus quintais
    Céu azul
    Meu lugar é sempre onde
    Cabe o meu desassossego

    Información de la canción

    Composición: Anderson Cunha

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