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    Estou pândego porque tergiverso
    Diante de todas as incongruências
    Que se espargem ao inverso
    Não uso um manual de consciência
    Os tolos esperam uma confissão
    Mas não acredito no coração
    O cão hidrófobo tem um focinho biônico
    Projetado pelo Darwin irônico
    A petiz rua taciturna
    No céu pérfido do Adão rabicundo
    Não busco promessas
    Ateísmo em deificação
    Armagedom vem depressa
    Dias depois de amanhã virão
    Eu sou iníquo
    Sua ignorância me faz ser
    Dizem que eu era um amigo
    Mas você preferiu me ter
    Como uma mão de ferro em sua nuca
    Vivendo à mercê
    Da minha doce ternura
    Eu sou surdo
    Quando você é loquaz
    Sua língua seca, anda janota
    Ingloriamente voraz
    Jaez inócua nunca mais
    Tão lorpa quanto incapaz

    A teologia não está acima da Bíblia
    A mãe religiosa mente

    A promessa mendiga carente
    A palavra política mente

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    Papai Noel, signos, destino premeditado
    São mentiras para te manter acorrentado

    Não se preocupe em queimar no inferno
    Ele não existe, Deus não criou o tormento eterno

    A raiva gira dentro do litro
    Escolhe eu, escolhe você
    Eu sou o senhor a quem sirvo
    Quem é você?

    A raiva gira dentro do litro
    Escolhe eu, escolhe você
    Eu sou o senhor a quem sirvo
    Não conheço você

    A raiva gira dentro do litro
    Domina eu, domina você
    Eu sou o senhor a quem sirvo
    Não acredito em você

    Song details

    Composition: Henrique Meneses

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