A Alma do Chamamé

Shana Müller

    Continúa después del anuncio

    Não sei de onde é que brota
    A alma do chamamé...
    Um dia a chama se esgota,
    Mas até lá vou viver
    Levando a vida estradeira,
    Correndo os olhos no azul,
    Cantando a sina campeira
    Desse universo do Sul!

    Meu povo agrário e guerreiro,
    Sorvendo o rio Uruguai
    Num chimarrão missioneiro
    Soluça num sapucay...
    Vão nele sonhos e mágoas
    O olhar se alaga e revê
    No espelho turvo das águas
    A alma do chamamé!

    Continúa después del anuncio

    A minha vida se espanta,
    Não sabe ver o porquê
    De carregar na garganta
    A alma do chamamé!

    Não há razão que defina,
    De onde ou mesmo do que
    A angústia que me domina
    Na ausência do chamamé!
    Vovação chamamecera,
    Olor de terra e capim;
    O espírito da fronteira
    Que vaga dentro de mim!

    A vida não tem amarras,
    Pulsando nos emociona,
    No encontro de uma guitarra
    De um sapucay e cordeona...
    Levo a querência nas botas,
    Do instinto vou a mercê;
    Não sei de onde é que brota
    A alma do chamamé!

    Información de la canción

    Composición: Joca Martins y Rodrigo Bauer

    ¿Los datos están equivocados?

    Enviar revisión