Carência
Silvânia e Paulinha
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Dez pras seis da manha e olha eu
Camisa toda amassada voltando pra casa
Trago no corpo o cheiro
De outra pessoa que não é você
Eu te dou razões pra não me perdoar
Mas ouça-me um pouco, sente aqui no sofá
Desculpe esse cheiro forte de bebida
É que afoguei as magoas tentando te esquecer
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Prefiro sofrer na verdade que amar na mentira
Viver na carência não vira
Me ama direito já faz mais de um mês
Que a gente não faz amor
Prefiro sofrer na verdade que amar na mentira
Viver na carência não vira
Se eu durmo na rua a culpa e sua
Que não me da valor