Ar da Graça

Silvestre Kuhlmann

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    A poesia há de vir
    Enquanto a gente bota a mão
    Na massa.
    Enquanto a gente assa o pão,
    Vem a inspiração.
    Vem cá, irmão:
    Vem que a canção vai dar
    O ar da graça!

    Graça suficiente que alegra a vida
    E a gente mostra os dentes num sorriso.
    Graça que se extravasa em nossas mãos
    Se a gente enche a laje em mutirão
    Quando é preciso;

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    Porque preciso é justo ao necessário,
    Nem forte, nem fraco,
    Nem retardatário,
    Nem antes do tempo.

    Movimento de acrobata, exato;
    Se a vida é por um triz,
    Entrego ao Deus atento.

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    Composition: Silvestre Kuhlmann and Roberto Diamanso

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