Dezembro
Silvestre Kuhlmann
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Mais um ano agoniza, que balanço
Tu fazes ao final da temporada?
Tiveste um saldo? Ou não te sobra nada
Que te garanta as férias e o descanso?
Mais um ano se acaba, lento e manso
O tempo vai roendo nossa estrada
Rói a manhã, o dia, a madrugada
E nada faz deter o seu avanço
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Muita gente famosa, tantas vezes
Avalia a colheita em doze meses
E vê o feijão bichado, o milho chocho
Mas a alma recomeça e não se cansa
Apostando de novo na esperança
Se um menino, em Belém, dorme no cocho