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    Fui feito à Sua imagem e semelhança
    Disso tenho uma vaga lembrança
    Eu, um paralítico não só das pernas
    Caí distâncias eternas

    Hoje quebrado, vaso de barro
    De novo no pecado esbarro
    Sou pó da terra, a carne berra
    E o alvo novamente erra

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    Quem me livrará deste corpo de morte?
    Magôo a quem mudou minha sorte
    Não faço o bem que quero, o mal que não quero faço
    Cadeias fortes, de aço

    Quem me livrará deste corpo de morte?
    Magôo a quem mudou minha sorte
    Não faço o bem que quero, o mal que não quero faço
    Vem, desata o nó deste laço

    Fui feito à Sua imagem e semelhança
    Nisso ponho a minha esperança
    Vaso de barro, em mãos tão ternas
    Encontrará redenção e liberdade eternas

    Song details

    Composition: Silvestre Kuhlmann

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