Vaneirinha de Galpão

Sinuelo da Serra

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    Vaneira minha Vaneira
    Vaneirinha de Galpão
    Sai dos dedos do gaiteiro
    Que toca com o coração

    A tanto tempo que eu não ouço uma vaneira
    Da aquela buena de dançar a noite inteira
    E se arrastando pela sala no meio da polvadeira
    E se arrastando pela sala no meio da polvadeira

    Vaneira minha Vaneira
    Vaneirinha de Galpão
    Sai dos dedos do gaiteiro
    Que toca com o coração

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    Vaneira grossa redomona de pandeiro
    Amadrinhada nos bordões do violão
    No cabresto da oito baixo amanunciada de galpão
    No cabresto da oito baixo amanunciada de galpão

    Vaneira minha Vaneira
    Vaneirinha de Galpão
    Sai dos dedos do gaiteiro
    Que toca com o coração

    Na sala cheia sinto um cheiro de extrato
    Do suor forte misturada a polvadeira
    A indiada se acolhera quando toca uma vaneira
    A indiada se acolhera quando toca uma vaneira

    Vaneira minha Vaneira
    Vaneirinha de Galpão
    Sai dos dedos do gaiteiro
    Que toca com o coração

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