Álveo / Leito

Sistilho

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    Meus olhos leem os dias que navego
    E é bem meu corpo ensaiando tudo
    É a sua cara quebrando a viga
    É o meu descanso em cima do muro
    Concreto desarmado pra tudo
    Encenando o espírito do mudo

    Quando abro a boca no fundo do rio
    Deságuo a beira de um arrepio
    É que tem um cheiro que só tem na margem
    Onde meus pés intuem a estiagem

    No curso todo o berro da vontade
    Pergunta a si qual é o próprio fundo
    A flor responde sem qualquer alarde
    Difícil mesmo é ter a ver

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    Quando abro a boca no fundo do rio
    Deságuo a beira de um arrepio
    É que tem um cheiro que só tem na margem
    Onde meus pés intuem a estiagem

    No curso todo o berro da vontade
    Pergunta a si qual é o próprio fundo
    A flor responde sem qualquer alarde
    Difícil mesmo é ter a ver com o mundo

    Buscar nós dois
    Achar na dúvida um repouso
    A procura é a própria resposta

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