Barragem

Sol de Canto

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    Deixa eu cortar teus cabelos nos meus pelos
    Esperando o zelo, sem ter atropelo
    Sem definição de imagem pra sangrar
    Te fazer suar, a lama que ajeita a cama
    Logo se derrama, pele e paladar

    Deixa eu vazar o que arde no meu peito
    Onde eu, rejeito, acho que é miragem
    Se já tem barragem pronta pra estourar
    Te persuadir de todo arrebatamento
    Não tem um momento exato pra sumir

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    Nada que vem do acaso é raso de coibir
    É manso o descaso
    As águas que não são de março
    De ferro o estrago
    Sinto o mormaço
    Não dá pra fugir

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