Na estante um porta-retrato
Seu sorriso meio apagado
Poeira dançando em silêncio
Memórias do nosso passado
Seu casaco ficou na cadeira
Perfume antigo de fim de verão
Cada detalhe me faz lembrar
Do que guardamos no coração
Foram estradas que se afastaram
Mas eu guardo o Sol daquele chão
Se o tempo levou o nosso abraço
Deixou contigo a minha gratidão
Foram estradas que se afastaram
Cada curva fez sua razão
O que era casa
Vira lembrança
E a lembrança vira canção
Na gaveta um bilhete amarelado
Duas linhas
Promessa de estação
Hoje leio rindo da pressa
Que a gente tinha em ter razão
Nossa xícara deixada na pia
Ainda sabe o gosto do café
Dos planos que a gente fez
Pra viver num dia qualquer
Foram estradas que se afastaram
Mas eu guardo o Sol daquele chão
Se o tempo levou o nosso abraço
Deixou contigo a minha gratidão
Foram estradas que se afastaram
Cada curva fez sua razão
O que era casa
Vira lembrança
E a lembrança vira canção
Se um dia o vento lhe mandar notícia minha
Deixa passar
Deixa passar
Já tá sereno o que doeu naquele dia
Aprendi a te lembrar sem precisar voltar
Foram estradas que se afastaram
Mas eu guardo o Sol daquele chão
Se o tempo levou o nosso abraço
Deixou contigo a minha gratidão
Foram estradas que se afastaram
Cada curva fez sua razão
O que era casa
Vira lembrança
E a lembrança vira canção