Ciranda do Diabo

Sons de Mercúrio

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    Sinto suas pegadas, passos lépidos
    Seu olhar em mim, ardente e vívido
    Um bicho esfomeado pelos cantos, pronto para devorar

    Sinto suas mãos, o toque enérgico
    Dando-me um ósculo explícito
    Um bicho encarcerado com outros tantos, pronto pra se libertar

    Espero que o inferno
    Não mate a inescrupulosa sede de ver meu corpo queimar
    Mas quero! Ai, como eu quero
    Ver seu desejo todo esmigalhado na bigorna de testar

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    Ele vai citar as escrituras quando lhe convir
    Só pelo prazer de ver-te cirandar num ir e vir
    Te fará provar com a boca o doce e a agrura
    Servirá banquetes entre lucidez e a loucura
    Ah, ah
    Libertai essas paixões
    O caminho que leva ao monte dessas tentações

    Semblable à un acteur imparfait qui en scène est jeté
    Par sa timidité hors de son rôle, ou à un être en délire
    Qui, emporté par trop de frénésie, sent son coeur
    S’affaiblir par l’excès de la force

    Em minha boca o sopro do teu hálito
    Em meu seio seu anseio líquido
    Que espera devassado um animal sedento pra se alimentar

    Você, feito a sombra de um reflexo
    Se projeta ao breu do meu espírito
    Talvez eu seja tudo isso mesmo
    Mas não queira acreditar

    Espero que o inferno
    Não mate a inescrupulosa sede de ver meu corpo queimar
    Mas quero! Ai, como eu quero
    Ver seu desejo todo esmigalhado na bigorna de testar

    Información de la canción

    Composición: Mohzah Nascimento y Cartre Sans

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