A Última Canção da Feiticeira

Taberna das Lendas

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    Nasceu curvada entre gritos e espinhos
    Num lar que negou lhe o pão e os carinhos
    Bruxos a tomaram moldaram seu ser
    Roubaram lhe o ventre e a alma o poder

    Mas mesmo caída do chão se ergueu fez se feiteceira jamais se rendeu
    Com olhos que ardiam em noites sem fim
    Yennefer marchava com dor e cetim

    Na corte dos reis ela tem seu destino
    Com feitiço pactos e um vinho divino
    Mas por trás da beleza do orgulho e da voz
    Havia uma menina a gritar por nós

    Desejou ser mãe mas o preço era alto
    Pegou com silêncio com olhar em caldo
    Em cada batalha em cada traição
    Buscava em espelho sua redenção

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    Entre o fogo e o medo ela não se desfaz
    Feiteceira caída mas nunca em paz
    Chora em silêncio mas não se rende
    Pois mesmo em ruína sua luz transcende

    Conheceu o lobo um homem sem paz
    E nele encontrou o que o mundo não traz
    Mas o amor deles era feito de espinhos
    Seguiam caminhos que não tinha nenhum

    E então veio seria a criança do cãos
    E Yennefer a viu com olhos leais
    Fez se mãe sem guardinha do temor
    Protegeu com a vida com água e amor

    Foi traída mil vezes por homens por sorte
    Mas nunca se entregou-se de todo a morte
    Quem só derrotou deixou cicatriz
    Ergueu-se das ruínas com uma atriz

    Na fúria dos deuses no fim do perdão
    E Yennefer ainda ofereceu até um coração
    E por siri e por gera por tudo que crê
    Fez se humana outra vez só para os proteger

    Entre o fogo e o medo ela não se desfaz
    Feiteceira caída mas nunca em paz
    Chora em silêncio mas não se rende
    Pois mesmo em ruína sua luz transcende

    Feiteceira, Demônio, mulher ou lenda
    Quem a viu de perto jamais se arrepende
    Pois mesmo ferida, mesmo a sangrar
    Ela escolheu amar e continuar

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