Canto o Campo

Tchê Kakareko

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    O campo é a vida na fé do campeiro
    Galpão e potreiro, me sustento da lida
    Saudade e partida de um sonho primeiro
    À luz de candeeiro na noite comprida
    O tempo escasso, de segunda à domingo
    No lombo do pingo, de Sol e mormaço
    Em tudo o que faço, um poncho de abrigo
    Um cusco amigo e o sustento do braço

    Canto o campo e a vida que trago
    Belezas do pago no verde de um manto
    Sorriso e encanto que sorvo no amargo
    Enquanto te afago na voz do meu canto

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    Minuano, garoa ou geada da buena
    Contudo, se enfrena a potrada da boa
    Costeando a lagoa na várzea pequena
    No olhar da morena, o pensamento voa
    Por isso, garanto a lida que tenho
    O chão d'onde venho é mais do que santo
    Se não fosse o campo, Rio Grande sulino
    A pátria que eu tenho não teria o meu canto

    Canto o campo e a vida que trago
    Belezas do pago no verde de um manto
    Sorriso e encanto que sorvo no amargo
    Enquanto te afago na voz do meu canto

    Canto o campo e a vida que trago
    Belezas do pago no verde de um manto
    Sorriso e encanto que sorvo no amargo
    Enquanto te afago na voz do meu canto

    Información de la canción

    Composición: Paulo Ricardo Costa, Getulio Silva y William Hengen

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