Asas Detidas

Téo Azevedo

    Continues after the ad

    Pássaro na gaiola, quando canta
    É cantando pedindo a liberdade
    É o canto chorado da saudade
    Que explode, ferindo-lhe a garganta
    O espaço, o orvalho, a brisa, a planta
    Sentem falta do pássaro encarcerado
    Ele canta num tom semi-afinado
    Por achar-se inocente e indefeso
    Quem nasceu pra voar, e vive preso
    Duas vezes está sendo injustiçado

    Pequenino artista da natura
    Visitante de oásis e deserto
    É pintor, músico e liberto
    Musicista de santa partitura
    Seu sublime cantar não se mistura
    Com a nota do canto do mortal
    E nenhum maestro faz igual
    Ao que faz o cantor da floresta
    Ele vive cantando, eterna festa
    Com seu lindo trinado musical

    Continues after the ad

    Uma pedra jogada em passarinho
    Agressão feita contra o animal
    Isto tudo é crime mortal
    Perdeu a humanidade e carinho
    Não faça a vida de outro espinhos
    Ele é parte da nossa natureza
    Equilíbrio ecológico, que beleza
    Abençoado filho de nosso Deus
    Se alguém fizesse com os seus
    Morreria de amargura e tristeza

    Song details

    Composition: Teo Azevedo and Oliveira De Panelas

    Did you see an error?

    Enviar revisão