Natureza Morta

Téo Azevedo

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    A falta de pão é a nossa verdade
    A lei é feita por punhais de aço
    Luar de prata é a nossa riqueza
    Sou lá do sertão, pátria do cangaço
    Zabumba bate no meio da noite
    Ruas desertas sem brisa, mormaço
    Ou, ou, ou, ou
    Ou, ou, ou, ou

    A justiça foge pro meio do mato
    Tem fome aqui cuspida e cantada
    Estrelas se apagam no vão do espaço
    Sóis que se perderam no meio da estrada
    Eu sinto nas cordas da terna viola
    Nervos tensos da terra queimada
    Ou, ou, ou, ou
    Ou, ou, ou, ou

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    Enxergo o facheiro a face da luz
    Do bode eu tiro alimento da dor
    Com sangue vermelho eu traço caminho
    Do verde da chuva eu tiro o calor
    Creio na vida tal como ela é
    Morte com fé e não igual a temor
    Ou, ou, ou, ou
    Ou, ou, ou, ou

    Información de la canción

    Composición: Teo Azevedo y Jose Neumanne Pinto

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