Menino Preto

Thales Silva

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    Revolução pela vida e um marxista cansado
    O geógrafo então cria no embrião instaurado
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto

    E ele apontava pra vida, o redentor lhe faltava
    Ó mãe gentil e omissa, têmis de balança quebrada
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto

    Efeito colateral, central, no cerne.. A guernica.
    Dívida histórica, mais valia, em troca samba, crime e alegria
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto

    Mataram outro menino
    Mataram outro menino preto

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    E a farda mata a gente, mata a gente de vergonha
    A farda mata a gente, mata a gente de vergonha
    Vergonha na cara!
    Vergonha!

    Jogaram tinta na vida, é preta a morte matada
    Não era um gil ou um milton, mas uma farda lava a outra
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto

    E a marcha leva a bandeira e a paz vem toda encardida
    A romaria não calha, tem mais tristeza que bíblia
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto

    Traçado mouro ameríndio, pelo improviso e à margem
    Território, apêndice, resiste, reside e incide no alto,
    Onde mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto
    Mataram outro menino preto

    E a farda mata a gente, mata a gente de vergonha
    A farda mata a gente, mata a gente de vergonha
    Vergonha na cara!
    Vergonha!

    Song details

    Composition: Thales Silva

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