Mito do João da Serra

Thiago David

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    Se um cabra safado vem me abestalhar,
    Eu digo com um murro pra ele se assuntar.
    Se ele voltar de alma pra vir me penar.
    Mando ele ligeiro praquele lugar.
    Dei dois tapas, um murro no meios dos córneos,
    Enfiei-lhe a cabeça no mictório enquanto gritava
    Por Pedro Notório
    Que veio correndo pra me afrontar.
    Sai correndo pro meio do povo
    Tentado evitar aquele alvoroço
    De gente apexada e desengraçada puta da vida
    Querendo me matar.

    Me escondi no mato pra ninguém me achar.
    Me perdi, pois de besta corri sem olhar.
    Com medo gritei pra alguém me encontrar
    E Pedro Notório veio lhe salvar.
    Que merda que medo, que mundo pequeno!
    Num aperto de Mãos, me arrancou o dedo.
    E de meigo ou de ruim me chamou de jeito
    Pra casa dele pra gente jantar
    Um prato de carne ao queijo qualho
    Feito ao leito com bastante alho
    No ponto e bonzinho,
    Temperadinho, tão gostosinho que é de matar.

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    Como pude ser besta e o convite aceitar?
    Se a pouco esse Pedro ia me quebrar?
    Me borrei de medo ao me lembrar
    Que o gosto de Pedro era peculiar.

    Me empurrou no peito, cai de jeito
    Bati com a cabeça num grande azulejo
    Só pra ser cortado em cubos quadrados
    E ser feito ensopado pelo animal
    Bem temperado ao leite e alho
    Morri porque fui um pouco otário
    E acabo agora bem degustado
    Aos mil pedaços pelo canibal.

    Información de la canción

    Composición: Thiago David

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