História de Ana Rosa

Thiago Viola & Carlos Lima

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    Essa história se deu no passado
    Por sinal foi bastante assombrosa
    A cidade de Botucatu
    Foi o palco da cena horrorosa
    Cena essa que foi presenciada
    Por uma criatura bondosa
    Foi as margens do Rio lava-pés
    O fim trágico de uma mulher
    Conhecida como Ana Rosa

    Seu marido o carreiro Chicuta
    Judiava da moça pacata
    Ela então decidiu ir embora
    Mas a sua sorte foi ingrata
    Chegou tarde da noite a cidade
    E um tropeiro da Zona da Mata
    Que estava bebendo num bar
    Viu a pobre mulher se abrigar
    Lá na casa da tal Fortunata

    O final dessa história tão triste
    Todo mundo conhece talvez
    Hermenegildo morreu muito doente
    Na prisão pagou o crime que fez
    O Costinha cumpriu sua pena
    Mas tão logo chegou sua vez
    Derrubando o mato com um machado
    Sob um tronco morreu esmagado
    Estava escrito o castigo dos três

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    A exemplo dos outros bandidos
    Com Chicuta não foi diferente
    Morreu quando o seu carro encalhou
    Não saía pra trás, nem pra frente
    Deitou embaixo do carro pra ver
    Foi então que se deu o acidente
    Nessa hora a boiada puxou
    E a roda do carro apagou
    O pescoço do homem valente

    Preta Velha que testemunhou
    No passado esta cena de horror
    Foi embora já faz muito tempo
    Está junto de Nosso Senhor
    Ana Rosa deve estar com ela
    Protegida pelo Criador
    Relatando este triste episódio
    Eu diria que em lugar do ódio
    Deveria existir mais amor

    Construíram uma modesta igrejinha
    No lugar que Ana Rosa morreu
    Comprovando que ela é uma Santa
    Ali muitos milagres se deu
    Está fazendo mais de um centenário
    Que este bárbaro crime ocorreu
    Até hoje esta história é lembrada
    Através de uma obra gravada
    Que o herói Carreirinho escreveu

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