Antônio, Filha Das Luas Quebradas

Thunder Tankard

Nas brumas do oeste esquecido
Veio Antônio sem olhar pra trás
Com seu cajado e coração partido
E estrelas queimando em sinais
Os velhos diziam baixinho
Há algo estranho em seu caminhar
Mas ela cruzava os vales
Como quem nasceu pra enfrentar

Trazia nos bolsos memórias
Bonequinhos sem nome e sem voz
Um deles sem cabeça alguma
Como os sonhos que arrancaram de nós
Nas tavernas ficava em silêncio
Observando a fumaça subir
Enquanto escondia no peito
Tudo aquilo que não pôde existir

E havia um tiefling marcado pelo fogo
Olhos de cobre e pele verão
Amaram-se entre ruínas e sombras
Mas o mundo chamou aquilo de maldição

Ô Antônio!
Filha das luas quebradas!
Teu nome dança nas chamas da estrada!
Ô Antônio!
Maga das mãos estreladas!
Nem percebe a força guardada
Dentro da própria alma encantada!

Seu cajado xamã sussurrava
Nomes antigos do fundo do mar
E os espíritos velhos da floresta
Paravam apenas pra escutar
Ela ria cercada de sombras
Como alguém que aprendeu a cair
Mas cada cicatriz escondida
Era um novo feitiço a surgir

E o tiefling partiu numa noite vermelha
Levando promessas pra além do trovão
Mas desde esse dia as estrelas parecem
Seguir Antônio pela imensidão

Ô Antônio!
Filha das luas quebradas!
Teu nome dança nas chamas da estrada!
Ô Antônio!
Maga das mãos estreladas!
Nem percebe a força guardada
Dentro da própria alma encantada!

E quando o céu cair em cinzas
E os reis se afogarem no medo
Será Antônio quem ficará de pé
Entre os mortos e os segredos

Ô Antônio!
A chama que nunca se apaga!
A última voz quando o mundo desaba!
Ô Antônio!
Guardiã das noites caladas!
O poder que tanto procurava
Sempre viveu em sua própria jornada!

Um bonequinho sem cabeça
Observa a chuva cair
E Antônio segue caminhando
Sem jamais fugir de si

Información de la canción

Composición: Marcelo Marchetti

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