Na fumaça da velha taverna
Com caneca erguida no ar
Surge Zhordon, o Cabeção
Pronto pra tocar e errar
Nunca acertou um tiro sequer
Com sua velha besta torta
Mirava goblin, acertava mesa
Pior que uma mosca morta
Toby ria até perder o ar
No meio daquela confusão
Mas quando a música começava
Todo mundo dava atenção
Ele dançava sobre os bancos
Cantando alto sem afinação
Mas mesmo torto e desafinado
Ninguém tinha seu coração
Oh Zhordon, Cabeção
Rei da taverna e da perdição
Nunca venceu no amor ou na mira
Mas venceu na canção
Oh Zhordon, meu irmão
Rindo diante da escuridão
Foi entre brumas e monstros antigos
Que roubou o Caldeirão
Nas ruínas sob a ilha
Onde o medo fazia morada
Zhordon ria da própria sombra
Com a flauta pan desafinada
Criaturas vinham das névoas
Ecos da corrupção
Mas o pequeno bardo halfling
Nunca perdeu a animação
Quando o mundo ficou sombrio
E a névoa cobriu o chão
Foi Zhordon quem ergueu o riso
Dentro da escuridão
Com mãos pequenas e trêmulas
E coragem no coração
O halfling tomou para si
O poder do Caldeirão
Oh Zhordon, Cabeção
Lenda viva da confusão
Errou mil flechas pela estrada
Mas nunca faltou paixão
Oh Zhordon, velho irmão
Bardo da celebração
Mesmo perdido entre monstros antigos
Ainda canta sua canção
Na última mesa da taverna
Ainda ecoa sua voz
Zhordon canta desafinado
E todos cantam com ele após