Perigosamente

Tiago Henrique

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    Perigosamente estou seguro
    Mas eu não quero ser um sem censura
    As vezes eu não sei por que
    De onde vem, pra onde vai e não se vê

    As novas artes do amor
    me fez pensar mais em amor
    E eu não quero me esconder
    Espero um não sei o que

    As vezes um amor tão mal,
    As vezes um amor normal
    Que mata a minha espera,
    Espera o que não era e se esconde no final

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    Olhai meu vasto amor
    há dias que não sei quem sou
    Matuto o meu engenho
    E não tenho medo de mudar.

    Eu me mantenho afinal
    não se perde o que não tem
    E não me ponho ao seu dispor
    Então me esquivo do amor
    E continuo andando pra evitar
    Que eu possa me jogar em alto mar

    Mas não me queira mal minha alma é imortal
    Desgosto o que não gosto,
    Contrasto o que eu não trago
    E não tenho nada mais.

    *INSPIRADA NO SONETO:
    "Busque Amor, Novas Artes, Novo Engenho" da Lírica de CAMÕES.

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    Composition: Tiago Henrique

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