Velho Peão
Tião Carreiro e Pardinho
- A
- D
- E
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Tono:
A E Levantei-me um dia cedo senteiD A na cama chorandoE D Meu velho tempo de peão nervoso euA fiquei lembrandoD A Senti uma dor no peito igual brasaD me queimandoA E Ouvi uma voz lá fora parece que meA chamandoD Eu tive um pressentimento, que aA morte na voz do ventoE A Ali estava me rondandoA E Eu saí lá pro terreiro lembreiD A nas glórias passadasE D Me vi montado num potro correndoA nas invernadasD Também vi um lenço acenando deA D alguém que foi minha amadaA E Que a tempo se despediu paraA derradeira moradaD Tive um desgosto medonho, ao verA que tudo era um sonhoContinúa después del anuncioE A E hoje não sou mais nadaA E Pobre de quem nesta vida naD A velhice não pensouE D Ao me ver velho e doente um filhoA me amparouD A Recebo tanta indireta da nora queD não gostouA E E meu netinho inocente chorando jáA me falouD A mamãe já deu estrilo, diz queA aqui não é asiloE A Mas eu gosto do senhor aiA E D Neste meu rosto cansado queimadoA pelo mormaçoE D Duas lágrimas correram espelho doA meu fracassoD É o premio de quem na vida não quisA D acertar o passoA E Abri os olhos muito tarde quandoA eu já era um bagaçoD Vejam só a situação ai, de quem foiA o rei dos peãoE A Hoje não pode com o laçoA E D A Deus eu fiz uma prece pedindoA pros companheirosE Que perdoem todas as faltas desteD A peão velho estradeiroD Quando eu deixar este mundo meuA D pedido derradeiroA E Desejo ser enterrado na sombra deA um anjiqueiroD Para ouvir de quando em quando, asA boiada ali passandoE A E os gritos dos boiadeiros