Além do Véu de Maya
Tribo de Jah
- A
- C#m74
- D
- D/A
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Tono:
[Intro] D/A AD/A Rio de Janeiro no inverno A brisa é fria mas o frio é eternoA Eu sigo a orla ao longo da Barra A tarde avança mas ainda é claraD/A Não me é estranha essa sensação de caminhar a esmo Seguir sem direçãoA Só, comigo mesmoD/A Sem me importar em ir ou voltar Sem ter que chegar a algum lugarA Andar, andar, até cansarD/A Não interessa o que aconteça Eu não tenho pressa Embora não pareça a vida não cessaA Eu sei, depois dessa ela prossegueD/A ou só recomeça [Estribillo]D/A Eu sinto o SolA Eu sinto o seu calor amenoD/A Eu sigo sóA Só, eu sigo, comigo mesmoD/A Eu sei que você pensa em mim e lembra de mim Mas eu não sou assim como você vêContinúa después del anuncioA Como você pensa que eu possa ser Você vê o meu corpo e pensa que sou euD/A Ele não é eu ele não é meu É só uma dádiva dada emprestada Deus foi quem me deu por breveA temporada É só uma roupagem, densa embalagem Que não me pertenceD/A Aliás, nada me pertence nesse mundo Tudo é transitório, tudo é ilusório Ainda que se pense que o que se vê éA pura realidade Na verdade, o que se está a ver Não é mais que um lapsoD/A Distorcido da eternidadeD E O Sol se esvaiC#m7 F# A noite cai tão sutilmenteD E Conforme o Sol se vaiC#m7 Eu sinto a terra girar quase queF# imperceptivelmenteD E Assim a gente vaiC#m7 F# Seguindo rumos tão diferentesD E Caminhos desiguaisC#m7 Mais e mais distantes,F# continuamenteD E Mais e mais distantes,C#m7 definitivamenteD/A A cidade é um corpo disforme Que se espalha enorme sobre a crosta terrenaA Uma intrigante cena ela desperta e dorme E deixa alguns espasmosD/A Ou então se consome em todo o seu marasmo Um mundo formigante, milhões de habitantesA Todos tão imersos em seus universos Presos aos grilhões do não saberD/A Das limitações de todo ser vivente dessa dimensão Almas presas aos corposA Sob espesso véu de ilusão Até que estes estejam mortos Deixarão então essa condiçãoD/A E verão que corpo é só casual Composição genética, constituição carnal Eu poderia nascer indiano, sinoA africano, viver muitos anos Pra depois morrer e voltar a nascer Como alemão ou americanoD/A Porque então tanta animosidade Se alma não tem nacionalidade Alma não tem cor, alma não tem sexoA Esse papo de alma gêmea não tem nexoD/A Eu vejo o céuA Atrás do véu de ilusãoD/A Um doce larA Além do mar da imensidão