Leite de Pedra

Tripas Coração

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    Será que aquilo que fere é que pode curar?
    Quem com ferro fere com ferro será
    Ferido ou fadado a fazer sarar
    Um dia nem que seja n'outra vida?

    Não sei se é assim, só falei porque faz
    Um tempo que as coisas já doem demais
    E a necessidades desassistidas
    Perdido o limite da humana medida

    Leite de pedra, quem nunca tirou?
    Se todo dia se mata um leão
    Se até o sangue já se habituou
    Fazer das tripas coração (mas)

    A despeito de tanto despeito, vivemos
    Pra história contar
    Por direito, a torto e a direito, vivemos
    Pra história contar
    De que jeito, de tudo que é jeito, vivemos
    A despeito de tanto despeito, vivemos
    Pra história contar
    (Quem é que sabe o que acontecerá?

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    Que aquilo que fere é que pode curar
    Quem com ferro fere com ferro será
    Ferido ou fadado a fazer sarar
    Um dia nem que seja n'outra vida?

    Não sei se é assim, só falei por que faz
    Um tempo que as coisas já doem demais
    E a necessidades desassistidas
    Perdido o limite da humana medida

    Leite de pedra, quem nunca tirou?
    Se todo dia se mata um leão
    Se até o sangue já se habituou
    Fazer das tripas coração

    A despeito de tanto despeito, vivemos
    Pra história contar
    Por direito, a torto e a direito, vivemos
    Pra história contar
    De que jeito, de tudo que é jeito, vivemos
    A despeito de tanto despeito, vivemos
    Pra história contar

    Pois não
    Trazendo à memória e fazendo alusão
    A quem muito mais do que eu tem razão
    Pra acordar o Sol com seu grito
    Deixando um clamor na voz do infinito

    Información de la canción

    Composición: João Vasconcelos e Laís Gomes

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