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    Preta sai de casa
    Todo dia
    Pra suar esperança
    Em cima duma pia
    Antes de sair o sol ela sai
    Da periferia
    Porque toda mulé tem que
    Cuidar da sua cria

    E todo domingo
    Cochilando no colchão
    Ela prepara a canseira
    Pra pendurar na arara do busão

    É a dor, é a canseira,
    O suor, é a ladeira
    Eterna segunda-feira
    Espremida num vagão
    Preta nenhuma tem nome
    No meio da multidão

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    E trabalhando todo dia
    Com o olho fundo
    Preta não é ninguém
    E é todo mundo
    Que os carros na rua
    Não carregam
    Que os olhos a toa
    Não enxergam

    E todos os dias
    Logo depois do serão
    Preta senta a canseira
    Lá em cima da cadeira do vagão

    É a dor, é a canseira,
    O suor, é a ladeira
    Eterna segunda-feira
    Espremida num vagão
    Preta nenhuma tem nome
    No meio da multidão

    Ela ora a dor nos contos do seu rosário
    Mas é o seu Deus quem tem que ser perdoado
    O homem lhe disse: Seu mal será desculpado
    Mas a força do ventre é que redime o pecado

    É a dor, é a canseira,
    O suor, é a ladeira
    Eterna segunda-feira
    Espremida num vagão
    Preta nenhuma tem nome
    No meio da multidão

    Información de la canción

    Composición: Samantha Machado y Adam Esteves

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