Suave Dança do Vento

UHF

    Continúa después del anuncio

    Há o Sol a queimar do lado mexicano, os índios
    À espera a cavalo, na espera, esvaindo-se o tempo
    Severo, servente no ecrã da fronteira

    Mantos da noite que chegam pelo deserto
    Sincera a confissão e o deserto espera, acelera
    A dança magnífica que prepara o encontro

    Há na cena um intruso e ele veste a pele do mal
    Um visitante que se insinua, hipnótico
    Desperta a dança, inicia a convocação
    O silêncio é o meio silencioso e alheio, rodopia
    Pressente-se o desenlace demente, o tumulto

    Continúa después del anuncio

    A morte que voa em círculos, viaja nas vísceras do
    Rapinador, é esta a dança do vento, suave de presságios
    Suave movimento, precário farrapo da morte

    Lendas no esquecimento, margem proverbial
    Areias-sepulcro de rochedos-império
    Mundos de marés e murmúrios aplaudem
    Circulando, o fim é o princípio circulando, akashic
    Um plasma universal onde voga o conhecimento
    Aguarda o instinto, por mais miserável que seja a existência
    Deste homem, sufocante, de olhos, ossos e gozo
    Esfacela em agonia, luta, de si para si, agoniza

    Oh, doce insónia da interrogação que me fazes erguer
    Sem motivo aparente, que me acordas de um sono
    Trespassado e me permites ver o nascimento do fogo eterno
    Oh, ensejo e ambição de conquista e glória que me chamaste
    Aqui, abre-me o portal do tempo e da memória, quero percorrer
    A primeira floresta onde nasci, perder-me de mim

    Um farrapo frágil de nuvem vai, suave na dança do vento
    Oh, insónia do meu atrevimento, ficarei nos teus braços
    Ancorado, toca-me

    Información de la canción

    Composición: António Manuel Ribeiro

    ¿Los datos están equivocados?

    Enviar revisión