Fome Nas Ruas

Umbral (BR)

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    Eu sou o filho esquecido
    Das mães abandonadas
    Dos pais negligentes
    Da rua que rouba o berço da criança
    Que chora por ter fome todas as manhãs

    Vivendo no esgoto
    Vida miserável
    Criança no lixo
    Fome não é pecado
    Roupas rasgadas e cadernos sem capa
    Sem comida na mesa servida pela empregada

    Realidade de mais de um milhão
    Não é da sua conta porque você é patrão
    Criança nas ruas perdendo a inocência
    Seu rabo, da cadeira, fudendo nossa existência

    Fome nas ruas
    Sem nada no bolso
    Vivendo uma vida cheia de desgosto

    Fome nas ruas
    Sem nada no bolso
    Vivendo uma vida cheia de desgosto

    Fome nas ruas
    Sem nada no bolso
    Vivendo uma vida cheia de desgosto

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    Fome nas ruas
    Sem nada no bolso
    Vivendo uma vida cheia de desgosto

    Vivendo no esgoto
    Vida miserável
    Criança no lixo
    Fome não é pecado
    Roupas rasgadas e cadernos sem capa
    Sem comida na mesa servida pela empregada

    Realidade de mais de um milhão
    Não é da sua conta porque você é patrão
    Criança nas ruas perdendo a inocência
    Seu rabo, da cadeira, fudendo nossa existência

    Fome nas ruas
    Sem nada no bolso
    Vivendo uma vida cheia de desgosto

    Fome nas ruas
    Sem nada no bolso
    Vivendo uma vida cheia de desgosto

    Fome nas ruas
    Sem nada no bolso
    Vivendo uma vida cheia de desgosto

    Fome nas ruas
    Sem nada no bolso
    Vivendo uma vida cheia de desgosto

    Vi ontem um bicho na imundície do pátio
    Catando comida entre os detritos
    Quando achava alguma coisa, não examinava nem cheirava, engolia com voracidade
    O bicho não era um cão, não era um gato, não era um rato
    O bicho, meu Deus, era um homem

    Um pai no caixão e seu filho no farol
    Você na praia tomando Sol
    Uma mãe chorando de barriga vazia
    Com a família vivendo em agonia

    Escolas sem merenda por sua estupidez
    Seus filhos festejando a nossa morbidez
    Do outro lado da ponte não tem esperança
    Pagamos pela sua ganância

    Realidade de mais de um milhão
    Não é da sua conta porque você é patrão
    Criança nas ruas perdendo a inocência
    Seu rabo, da cadeira, fudendo nossa existência

    Información de la canción

    Composición: Gabriel Fernando, Lorenzo Castro, Flávio Zanucoli y Victor Marchezani

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