Samba Enredo 1994 - Tereza de Benguela - Uma Rainha Negra No Pantanal

G.R.E.S Unidos do Viradouro (RJ)

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    Amor, amor, amor
    Sou a viola de cocho dolente
    Vim da Pérsia, no Oriente
    Para chegar ao Pantanal
    Pela Mongólia eu passei
    Atravessei a Europa medieval
    Nos meus acordes vou contar
    A saga de Tereza de Benguela
    Uma rainha africana
    Escravizada em Vila Bela
    O ciclo do ouro iniciava
    No cativeiro, sofrimento e agonia
    A rebeldia, acendeu a chama da liberdade
    No Quilombo, o sonho de felicidade

    Ilê Ayê, Ara Ayê Ilu Ayê
    Um grito forte ecoou
    A esperança, no quariterê
    O negro abraçou

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    No seio de Mato Grosso, a festança começava
    Com o parlamento, a rainha negra governava
    Índios, caboclos e mestiços, numa civilização
    O sangue latino vem na miscigenação

    A invasão gananciosa, um ideal aniquilava
    A rainha enlouqueceu, foi sacrificada
    Quando a maldição, a opressão exterminou
    No infinito uma estrela cintilou

    Vai clarear, oi vai clarear
    Um Sol dourado de Quimera
    A luz de Tereza não apagará
    E a Viradouro brilhará na nova era

    Información de la canción

    Composición: Rico Medeiros, Paulo Cesar Portugal, Jorge Baiano y Cláudio Fabrino

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