Milonga Abaixo de Mau Tempo

Velho Roque

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Coisa esquisita, a gadaria toda
Penando a dor do mango com focinho n'água
O campo alagado, nos obriga à reza
No ofício de quem leva, pra enlutar as mágoas

O olhar triste do gado, atravessando o rio
A baba dos cansados, afogando a volta
A manhã de quem berra, num capão de mato
E o brado de quem cerca repontando a tropa

Agarre amigo o laço enquanto o boi tá vivo
A enchente anda danada, molestando o pasto
Ao passo que descampa a pampa dos mil réis
E a bóia que se come, retrucando o tempo
Aparta do rodeio, a solidão local
Pealando mal e mal o que a razão, quiser

Amada, me deu saudade
Me fala que a égua tá prenha, que o porco tá gordo
Que o baio anda solto e que toda cuscada, lá em casa comeu

Amada, me deu saudade
Me fala que a égua tá prenha, que o porco tá gordo
Que o baio anda solto e que toda cuscada, lá em casa comeu

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Coisa mais sem sorte, essa peste medonha
Curando os mais bichado deu febre no gado
Não fosse chuvarada, se metendo a besta
Eu traria mil cabeças com a bênção do pago

Dei falta da santinha limpando os pesuelos
E do terço de tento das preces sinuelas
Logo em seguidinha, é semana santa
Vou cego pra barranca, só depois vou vê-la

Agarre amigo o laço enquanto o boi tá vivo
A enchente anda danada, molestando o pasto
Ao passo que descampa a pampa dos mil réis

E a bóia que se come, retrucando o tempo
Aparta no rodeio a solidão local
Pealando mal e mal o que a razão quiser

Amada, me deu saudade
Me fala que a égua tá prenha, que o porco tá gordo
Que o baio anda solto e que toda cuscada, lá em casa comeu

Amada, me deu saudade
Me fala que a égua tá prenha, que o porco tá gordo
Que o baio anda solto e que toda cuscada, lá em casa comeu

Amada

Song details

Composition: Mauro Sérgio Montenegro Moraes

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