O Canto do Nada

Velhos Medos

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    E no meio de um delírio incontrolável
    Eu pude conversar com essa solidão
    Eu senti meus pés cravados nesse chão
    Minha mente se tornou mais que indomável

    Senti o vento que soprava intensamente
    E me contava sobre um passado distante
    E essa visão que foi surgindo em minha mente
    Me levou pra um lugar, pra um instante

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    E com o canto deste nada que me atrai
    Eu sigo sempre destinado a não sonhar
    Entretanto, sonho com a chuva que não cai
    Entre tantas palavras ditas sem falar

    E neste sonho, eu caminho sempre só
    Eu procurei por um sentido imaculado
    E voltei com a tristeza ao meu lado
    Ao entender que sou o nada, sou o pó

    Eu tropeço nas pedras que o tempo esqueceu
    E busco o sentido do tempo que não passou
    E o resumo de tudo isso que sou
    Pode ser lido no livro que ninguém leu

    Información de la canción

    Composición: Cristiano Portes

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