O Sonho Anestesia

Vi Drumus

    Continúa después del anuncio

    No meu estoque não há horário
    Não sobra tempo nem me junto ao tédio
    Moléstia afeta só o operário
    E o salafrário é quem tem o remédio

    Só poesia é quem eu largo tarde
    Sou alérgico a suas frases
    Triste feito plástico
    Não afundo sem critério
    Sou arte!

    Se eu olhar pro futuro
    Tenho muito pra onde ir
    O sonho me anestesia
    E uma porrada não
    Tem chances de me ferir

    Minhas veias abertas expostas ao léu
    Ninguém leu o sofrimento de Galeano
    Imperialismo como com sal
    E jogo as traças no seu pobre rebanho

    Se eu vacilo ele vai me custear
    Então produzo e ele explora até me amassar
    E por trás da neblina fina
    Retina só enxerga o que for lucrar

    Continúa después del anuncio

    Do lado do lar
    Adulando
    Com tão pouco
    Tentam nos adular

    Nem rezando
    Do lado de cá
    Cova própria
    Continua a se cavar

    E o pavio que não se viu
    Em mesmice d’um de abril
    Sangue que drena que drena que drena
    E o destino nem Nostradamus previu

    No meu estoque não há horário
    Num sobra tempo nem me junto ao tédio
    Moléstia afeta só o operário
    E o salafrário é quem tem o remédio

    Só poesia é quem eu largo tarde
    Sou alérgico a suas frases
    Triste feito plástico
    Não afundo, sem critério
    Sou arte!

    No meu estoque não há horário
    Não sobra tempo nem me junto ao tédio
    Moléstia afeta só o operário
    E o salafrário é quem tem o remédio

    Só poesia é quem eu largo tarde
    Sou alérgico a suas frases
    Triste feito plástico
    Não afundo, sem critério
    Sou arte!

    Información de la canción

    Composición: Vi Drumus

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