Codinome Urubu

Vibrando Na Luz

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    Me chamaram de sombria
    Só porque eu vi cair
    Os castelos de promessa
    Que juravam que não ia ruir
    Disseram: Você mudou
    Com aquela entonação
    De quem me acusa de um erro
    Mas foi só a minha inocência
    Que cansou de andar no breu
    Hoje eu sobrevoo silêncios
    Que quase ninguém quer escutar
    Porque tem verdades que só aparecem
    Pra quem suporta enxergar

    Meu codinome é urubu
    Não me alimento de ilusão
    Eu transformo fim em caminho
    Faço pouso na devastação
    Se acabou, atravesso
    Se dói, sobrevivo
    Carrego olhos de altitude
    Nada mais me faz mentir

    Já tentei ser beija-flor
    Mas me pediam leveza
    Mesmo quando eram cinzas
    Consumindo o meu lume
    Agora eu honro o ciclo
    Sem maquiar a dor
    Toda queda aduba um chão
    Onde o amor dá flor
    Clareza
    Visão

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    Quem já dançou com a perda
    Não negocia a própria percepção
    Meu codinome é urubu
    Não me alimento de ilusão
    Eu transformo fim em caminho
    Faço pouso na devastação

    Meu codinome é urubu
    Eu não temo os finais
    Quem aprende a olhar os fins de ciclo
    Nunca mais vive pela metade do vital
    Sou força nas viradas
    Especialista em recomeçar
    Porque quem encara o vazio
    Perde o medo de voar

    Não me confunda com tristeza
    Eu sou travessia
    Há uma paz estranha
    Em quem já não precisa fugir
    E nem fingir

    Meu codinome é urubu
    Sentinela do que é real
    Onde o mundo vê ruína
    Eu enxergo portal

    Se a vida me desmonta
    Eu agradeço o clarão
    Das minhas versões que já morreram
    E assim nasce a minha expansão
    Não sou ave de azar
    Sou testemunha da transformação
    E quem não teme os fins
    Aprende o segredo de continuar

    Información de la canción

    Composición: Paula Carolina Rossi Claro

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