Desgarrados

Victor Hugo

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    Eles se encontram no cais do porto pelas calçadas
    Fazem biscates pelos mercados, pelas esquinas,
    Carregam lixo, vendem revistas, juntam baganas
    E são pingentes nas avenidas da capital
    Eles se escondem pelos botecos entre cortiços
    E pra esquecerem contam bravadas, velhas histórias
    E então são tragos, muitos estragos, por toda a noite
    Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho

    Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
    Viram corpos viram mundos, mas o que foi nunca mais será

    Cevavam mate,sorriso franco, palheiro aceso
    Viravam brasas, contavam casos, polindo esporas,
    Geada fria, café bem quente, muito alvoroço,
    Arreios firmes e nos pescoços lenços vermelhos
    Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno
    O milho assado, a carne gorda, a cancha reta
    Faziam planos, nem sabiam que eram felizes
    Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho

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    Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
    Viram corpos viram mundos, mas o que foi nunca mais será

    Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno
    O milho assado, a carne gorda, a cancha reta
    Faziam planos e nem sabiam que eram felizes
    Olhos abertos, o longe é perto, oque vale é o sonho

    Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
    Viram copos viram mundos, mas o que foi nunca mais será

    Información de la canción

    Composición: Mário Barbará Dornelles

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