Arado e Cabo de Pá

Vinícius H. Gonçalves

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    Recuerdo de homem guapo
    Que já derramou suor
    Contava o velho Mendo
    Um antigo aguador

    Se criou pelas lavouras
    No meio dos arrozais
    Seu sustento era uma pá
    De corte nos banhadais

    Tomando um trago de vinho
    Bem na sombrinha da casa
    Contou histórias caudilhas
    E os cavalos que ele tinha
    Como é que se domava

    Peitoral de couro duplo
    Duas correntes esticadas
    E um bico sete cravado
    Sobre o chão de um banhado
    Deixando a terra lavrada

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    Cavalo metendo força
    Juntamente ao silvador
    Com a rangeira ao pescoço
    No rabo de um arador

    Velhos antigos nos contam
    Destas lidas aporreadas
    Que a galocha era um regalo
    Pra quem campeava a cavalo
    No frio quebrando geada

    Antigos trabalhadores
    Tem histórias pra contar
    De seus velhos professores
    Arado e cabo de pá

    Uma vida de trabalho
    Com suas mãos estropeadas
    Trazendo o calo nos dedos
    E a sola dos pés rachadas

    Homens pingavam suor
    Sobre a resteva da trilha
    Envaletando por braça
    Pra sustentar a família

    Cortando arroz de foice
    Emendar pra trilhadeira
    Assim muito destes guapos
    Passaram a vida inteira

    Trabalho que até hoje
    Vem passando geração
    Levando a ciência a riba
    Pra o sustento da nação

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